Formação rochosa

Depois da sedimentação inicial, os sedimentos carbonáticos são progressivamente enterrados por novos sedimentos que se sobrepõem. Em termos geológicos, o calcário e as rochas dolomíticas formam-se a partir de areia e lama através de processos que demoram milhares a milhões de anos a completar.

 

 

 

 

 


 

São vários esses processos :

COMPACTAÇÃO

A compactação reduz significativamente a porosidade dos sedimentos carbonáticos que, originalmente, poderia ter sido superior a 50%. Nos carbonatos, a compactação química e mecânica (veja as fotografias em baixo) ocorrem em simultâneo, facilitando a cimentação dos sedimentos.

CIMENTAÇÃO E RECRISTALIZAÇÃO

A cimentação pode ter início no solo oceânico, mas, por norma, termina durante o processo de enterramento. Os sedimentos moles endurecem progressivamente até formar uma rocha dura. Durante este processo, o carbonato de cálcio é precipitado em poros que também podem ser preenchidos por outras espécies químicas presentes na água (iões).

Em alguns casos, o processo para antes de terminar, o que produz calcário mole.

Um enterramento mais profundo pode conduzir à recristalização total da rocha carbonática. A rocha dissolve-se progressivamente a uma escala microscópica. Habitualmente, os cristais maiores crescem e destroem todas as estruturas originais, como é o caso dos fósseis. Os geólogos referem-se a esta rocha como "mármore". O mármore também se pode formar quando o calcário entra em contacto com magma vulcânico muito quente.

FRATURAÇÃO

Devido aos movimentos das placas tectónicas, é normal ver rochas completamente deformadas na superfície do planeta. Embora, na maioria dos casos, as rochas estejam depositadas em estratos horizontais, estes podem ser inclinados, dobrados ou até fraturados. Este facto pode tornar a exploração mineira seletiva de unidades puras mais difícil e, por vezes, mais dispendiosa.

As fraturas nas rochas, sobretudo nos carbonatos, são importantes. As fraturas permitem que a água entre no sistema que fora fechado pela cimentação anterior.

DISSOLUÇÃO 

Nos carbonatos, isto pode levar à dissolução da rocha, sobretudo das que se encontram perto da superfície terrestre, permitindo o desenvolvimento de grutas.

Nos depósitos de calcário, estas grutas costumam estar repletas de material do solo (argila ou areia). Estes materiais são responsáveis pela contaminação extensa da pedra nas plataformas superiores das pedreiras

e, em alguns casos, por volumes significativos de "subprodutos mineiros". Estes materiais também explicam uma prática comum na indústria da cal: a lavagem minuciosa das pedras reservadas para calcinação.

ALTERAÇÃO QUÍMICA

As fraturas também podem ser responsáveis pela introdução de novas impurezas no sistema. Os fluídos utilizam esses caminhos para atingir e reagir com a rocha carbonática, o que forma uma panóplia de novos minerais: óxidos de ferro e manganês, pirite brilhante ou "ouro dos tolos", fluorite púrpura, entre outros. 

Estes minerais contaminam a rocha carbonática que, posteriormente, tem de ser descartada quando se produz cal pura.

Nesta fase, também pode surgir dolomite (ver abaixo), o que, por vezes, converte o calcário numa rocha dolomítica útil para a produção de cal dolomítica. Contudo, na maioria dos casos, a dolomite polui o calcário com incisões de dolomite, tornando as operações mineiras ainda mais complexas.

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