Glossário

TERMO DESCRIÇÃO
Absorção Nos processos de tratamento do gás de combustão, o hidróxido de cálcio captura poluentes ácidos dos gases de combustão (HCl, SO2, SO3, HF) através de absorção. 
Acidificação Redução do pH do solo, cursos de água e lagos.
Adsorção Nos processos de tratamento do gás de combustão, este tipo de captura consiste numa neutralização química com base em ácido, que produz sais como CaCl2, CaSO4 ou CaF2
Adsorvente Termo aplicado em alguns sistemas de combustão aos compostos químicos que são adicionados ao lado do gás do gerador de vapor para reduzir (adsorver) as emissões. Por exemplo, o calcário é utilizado em geradores de vapor de leito fluidizado para reduzir as emissões de dióxido de enxofre.
Agregados Um material granular utilizado em construção. Os agregados naturais mais comuns de origem mineral são a areia, gravilha e rocha triturada. (< 95% CaCO3)
Alto-forno Tecnologia utilizada no processo de fabrico de aço para transformar óxido de ferro em ferro metálico (também denominado gusa) e para remover impurezas do minério de ferro.
Amaciamento Para a purificação da água ou tratamento de efluentes, as águas duras contêm elevados níveis de bicarbonatos HCO3- solúveis.

O amaciamento através da adição de cal implica a sua precipitação sob a forma de carbonatos CaCO3 ou MgCO3 insolúveis.

Argamassa Mistura de um ou mais aglomerantes, agregados, enchimentos, aditivos e/ou misturas inorgânicos ou orgânicos.
Argila - Argila plástica Argila plástica é uma argila desordenada semelhante a caulino que consiste no sedimento de água depositada que foi alterado quimicamente e misturado com areia, materiais orgânicos e outros componentes. A estrutura de mineral caulino ideal foi alterada por substituições de outros elementos por átomos de alumínio e silicone nos cristais de caulino. O desequilíbrio criado por estas substituições produz uma “plasticidade” desejável que é característica quando a argila plástica é utilizada com água na formação de artigos de cerâmica.
ASE A Área Superficial Específica é a área total acessível (m²/g). No tratamento de gases de combustão, caracteriza a superfície de contacto da cal hidratada com gases.
Aterro Infraestrutura onde os resíduos são colocados, no interior ou em terra.
BCA Betão Celular Autoclavado, utilizado em construção, também normalmente conhecido como betão celular ou "Aircrete"
BOF - Conversor O conversor de oxigénio é uma tecnologia utilizada no processo de fabrico de aço para transformar gusa em aço, removendo carbono e impurezas.
Branquear Na indústria do papel, a cal começa por ser transformada em leite de cal e, em seguida, em CCP (carbonato de cálcio precipitado – CaCO3).

O CCP é adicionado como enchimento às fibras de celulose de forma a aumentar o brilho, brancura, opacidade e volume do papel.

Cal aérea As cales cálcicas ou dolomíticas denominam-se cales aéreas porque se combinam e endurecem com o dióxido de carbono existente no ar.
Cal apagada Cal hidratada.
Cal dolomítica CaO.MgO, óxido de cálcio e magnésio, dolomite calcinada
Cal dolomítica hidratada Ca(OH)2Mg(OH)2, tetra-hidróxido de cálcio e magnésio obtido quando a cal dolomítica é misturado com água sob pressão e temperatura elevada. Cf Tipo S.
Cal dolomítica semi-hidratada Ca(OH)2.MgO, óxido di-hidróxido de cálcio e magnésio, cal dolomítica semiapagada, cal dolomítica hidratada, cal dolomítica apagada.
Cal em pedra Uma das três principais categorias de tamanho, normalmente superior a 12 mm.
Cal fina Uma das três principais categorias de tamanho, normalmente inferior a 2 mm.
Cal granulada Uma das três principais categorias de tamanho, normalmente entre 2 mm e 12 mm.
Cal hidratada Ca(OH)2, hidróxido de cálcio. Obtido quando o óxido de cálcio é misturado, ou "diluído", com água. Também se denomina cal apagada. Cf Tipo N.
Cal hidráulica Forma impura a nível químico da cal aérea com propriedades hidráulicas de vários níveis. As características hidráulicas são criadas por quantidades significativas de sílica, alumina e, normalmente, algum ferro, combinadas quimicamente com muita da cal que exibirá uma reação hidráulica quando exposta à água. Normalmente utilizado como aglomerante para argamassas e estuques.
Cal pouco calcinada Cal com elevada reatividade.
Cal viva CaO, óxido de cálcio, produzido pela calcinação de calcário, também denominado cal viva.
Calagem de lagos Processo que consiste em espalhar calcário pulverizado em lagos para combater a acidificação dos mesmos.
Calcário Rocha sedimentar constituída por calcite mineral (carbonato de cálcio ou CaCO3). Pode ser encontrado sob a forma de calcário triturado, granulado, triturado ou moído 
Calcário dolomítico Calcário de grau metálico que contém várias proporções de carbonato de magnésio.
Calcário magnesiano Calcário que contém quantidades consideráveis de magnésio, pelo menos 90% de calcite e um máximo de 10% dolomite.
Calcinação Aquecimento de material de forma a libertar componentes voláteis ou a alterar a estrutura cristalina. Produtos calcinados - Óxidos: Cal viva, cal dolomítica
Calcite Mineral cristalino constituído por carbonatos de cálcio.
Carbonato de cálcio O CaCO3 é um mineral abundante na terra. A Lhoist seleciona os depósitos de maior pureza adequados a um vasto leque de aplicações
Caulinos Caulino é o termo genérico do mineral caulinite, um cristal de aspeto laminado com seis lados formado por óxidos e hidroxilos de silicone e alumínio. Quando é tratado para remover areia e materiais orgânicos, o caulino é idealmente utilizado como enchimento, revestimento para conferir brilho, fonte de alumínio no fabrico de vidro e cerâmica e como aditivo em adesivos, tintas e outros produtos.
CCP O carbonato de cálcio precipitado é fabricado através de uma série de reações químicas controladas. A cal viva é misturada com água para formar uma suspensão à qual é adicionado dióxido de carbono. A reação resultante produz um carbonato de cálcio precipitado (CaCO3) muito fino. Esse enchimento é utilizado na produção de papel para reforçar a sua brancura, opacidade e textura.
Coagulação, Floculação Para a purificação de água ou tratamento de efluentes, é possível utilizar agentes como cal, FeCl3 e polímeros para aglomerar e remover por coagulação e floculação sólidos finos suspensos.
Compactação Redução em volume do solo ou agregado mediante a aplicação de energia, como cilindragem e apiloamento.
Concentração Indica a quantidade de uma substância ativa numa mistura.
Desidratação Processo que remove a água.
Desinfetar Nos processos agrícolas, os óxidos ou produtos hidratados da Lhoist são utilizados para destruir patogéneos, bactérias e vírus no espaço onde vivem os animais, devido aos elevados níveis de basicidade.

No tratamento de sedimentos, a cal impede a fermentação, limita odores e elimina patogéneos através do efeito do pH>12 (estabilização & e higienização).

Dessulfurização Remoção de enxofre no processo de fabrico de aço ou no tratamento dos gases de combustão.
Dolomite CaCO3MgCO3, carbonato de cálcio e magnésio, calcário dolomítico, calcário magnesiano, dolomito
Dolomite semicalcinada CaCO3.MgO, óxido de carbonato de cálcio e magnésio, dolomite calcinada, dolomite semicalcinada, óxido de carbonato de cálcio e magnésio, cal dolomítica.
Efluente A descarga final resultante dos processos.
Emboço de argamassa Revestimento durável de cal e agregado, que fornece uma cobertura de proteção às paredes de um edifício.
Encher Noção de encher espaço vazio de modo a tornar a superfície mais plana. Exemplo: cortes e enchimentos em terraplanagem.
Enchimento Calcário ou pedra dolomítica triturados. Utilizado como enchimento em asfalto, plásticos, tinta e papel, por exemplo. Substância adicionada a um sistema ou produto para aumentar o volume, peso, viscosidade, opacidade ou força e, muitas vezes, para reduzir custos. Nas atividades de engenharia civil, o calcário é utilizado como enchimento e o hidróxido de cálcio como aditivo de asfalto para endurecer a argamassa asfáltica e melhorar a qualidade das misturas de asfalto, utilizadas sobretudo em camadas da superfície da estrada.
Endurecer O endurecimento corresponde a um evento em que uma estrutura, através de secagem ou reação química, produz um elemento fortalecido.

Por exemplo, a secagem de solos, ligação de cal aérea com CO2, a reação de sílica e cálcio, o que produz aluminatos de cálcio hidratados. Este processo também se denomina, habitualmente, como ligação.

Enriquecer No tratamentode lamas, os produtos da Lhoist enriquecem as lamas com cálcio e magnésio, o que é desejável para as aplicações agrícolas.
Escória A escória, subproduto no fabrico de ferro e aço, é constituída por óxidos dos fluxos, impurezas de matérias-primas e elementos indesejados que são oxidados durante o processo.
Estabilizar Nas atividades de engenharia civil, a cal reage com materiais pozolânicos para produzir aglomerantes que endurecem progressivamente na presença de água. Esta funcionalidade é utilizada para estabilizar materiais argilosos utilizados em diques e camadas de pavimentos.

Nos processos de fabrico de vidro, o CaO e o MgO bloqueiam o processo de cristalização, estabilizando um vidro amorfo e transparente.

Estrutura Nos processos do mercado da construção, o calcário, quando utilizado como agregado, forma o esqueleto das estruturas de betão.

Nas atividades de engenharia civil, utilizam-se agregados de calcário em camadas de isolamento e de pavimento para distribuir cargas, reduzindo as falhas estruturais da estrada devido ao tráfego intenso. Também se pode obter esta funcionalidade estrutural através de solos tratados com cal.

Nos processos agrícolas, a utilização de cal melhora a estrutura física do solo, o que aumenta a penetração do ar e da água.

No tratamento de lamas, a cal melhora a estrutura das lamas numa forma granular, o que facilita o manuseamento e tratamento (empilhamento, armazenamento, transporte,...).

Estuque Tipo de gesso para revestir paredes também denominado reboco.
Evolução Nos processos do mercado da construção, este termo descreve o aumento de volume durante a evolução do processo de produção de betão celular autoclavado.
Exotérmico Classifica uma reação química que gera calor.
Fertilizar Nos processos agrícolas, o cálcio e o magnésio são nutrientes essenciais para as plantas
Floculante A floculação é um processo em que um solúvel sai da solução sob a forma de lascas ou flocos. A floculação e a sedimentação são frequentemente utilizadas na purificação de água potável, bem como no tratamento de esgotos e de outros cursos de águas residuais industriais.

Nas atividades de engenharia civil, com solos argilosos, a cal modifica rapidamente a estrutura dos mesmos, reduzindo a sua plasticidade.

Estas duas funcionalidades aumentam a capacidade de carga dos solos para transporte e compactação no local.

Fluxo Nos processos de fabrico de vidro, reduz o ponto de fusão da areia siliciosa (em complemento com outros fluxos como o Na2O), o que permite poupar energia nos fornos da indústria vidreira.

Nos processos de fabrico de aço, o calcário e a cal reduzem o ponto de fusão e aumentam a fluidez da escória.

É um tipo de cal química. Trata-se de um agente que é, normalmente, um produto à base de cal misturada que utiliza fluidizantes para acelerar a dissolução do material de forma a recolher impurezas no processo de fabrico do aço durante a mistura de gases na panela ou vaso. É utilizado para influenciar a redução de oxigénio ativo na escória e no aço.

Forno de arco elétrico Forno que refina ferro e refugo em aço através de elétrodos de grafite. O arco elétrico que se desloca entre os elétrodos e a carga metálica gera um calor intenso que derrete a carga. Durante o processo, é possível adicionar elementos de liga.
Forno de cuba anelar O forno de cuba anelar (ASK) é um dos vários tipos de tecnologia de fornos de cal. A estrutura base é uma cuba vertical, em que foram instaladas câmaras de combustão externas em dois níveis. Existem quatro ou cinco câmaras em cada nível, dependendo do tamanho do forno. Um cilindro interno cria uma zona anelar através da qual passa a carga, daí o nome “forno anelar”. O cilindro interno exerce uma pressão negativa, o que cria as condições para um ciclo de recirculação do fluxo de gás no interior do forno, aumentando a zona efetiva da calcinação, comparativamente a outros fornos verticais. Este forno permite produzir cal reativa em comparação ao forno de cuba tradicional.
Forno de cuba misturador O forno de cuba misturador é um dos vários tipos de tecnologia de fornos de cal. Neste forno, o calcário (ou pedra dolomítica) é misturado com uma carga de combustível sólido, introduzido pelo topo do forno. A partir da base, introduz-se ar de arrefecimento de cal para servir como ar de combustão. Quando o ar de arrefecimento ascendente entra em contacto com o combustível sólido (que desce com a carga), gera picos de temperatura elevada, o que permite produzir cal a nível industrial com uma reatividade muito baixa ou, possivelmente, até dolomite supercalcinada. Noutros fornos verticais, o combustível é injetado através de lanças laterais dentro da carga diretamente na zona de calcinação.
Forno regenerativo de corrente paralela (PFRK) O forno regenerativo de corrente paralela (PFRK) é um dos vários tipos de tecnologia de fornos de cal e permite uma eficiência energética muito elevada. Este forno é composto por duas ou três cubas interligadas por um canal de ligação. O combustível é injetado no forno por um conjunto de lanças que são introduzidas na carga. O forno opera de formas alternadas: quando uma cuba está em modo de combustão, recebe energia das pontas das lanças enquanto a outra cuba está no modo de pré-aquecimento, onde o gás de combustão transfere a sua energia para o calcário. A cada 12 minutos, aproximadamente, o ciclo é revertido.

A temperatura do calcário aumenta à medida que se desloca para baixo no forno até alcançar o nível da ponta da lança. Depois deste processo, é iniciada a fase de calcinação a uma temperatura intermédia (menos de 1100 °C), o que garante a produção de cales reativas.

Fornos Tecnologias industriais utilizadas na indústria da cal para remover CO2 dos carbonatos, para sinterizar pedras dolomíticas ou para secar minerais industriais. Utilizam-se vários tipos de tecnologia.
Fornos rotativos O forno rotativo (RK) é um dos vários tipos de tecnologia de fornos de cal. O forno rotativo é um tubo longo e inclinado, com cerca de 100 metros de comprimento, no qual são introduzidas pedras que podem ter desde 50 mm a, por vezes, menos de 3 mm. A rotação e a inclinação do tubo forçam o calcário a rolar de cima para baixo. A carga ocupa apenas 10% da área transversal da estrutura. A área remanescente é ocupada pelo fluxo de gás ascendente, sugado por uma ventoinha de exaustão. Os combustíveis são injetados numa fornalha principal e posicionados no tubo em direção descendente, exatamente antes do refrigerador. Estes fornos podem gerar vários tipos de chamas e são utilizados para produzir cal de elevada qualidade com baixos níveis de CO2 residual, reatividade controlada e um baixo nível de enxofre, no geral.
GCC Carbonato de cálcio moído. Para se produzir GCC, esmaga-se e tritura-se uma rocha carbonatada, normalmente, calcário, giz ou mármore.
Gesso Nome comum do mineral constituído principalmente por sulfato de cálcio completamente hidratado, CaSO4 x 2H2O ou por sulfato de cálcio desidratado. O gesso surge naturalmente em muitas zonas e é produzido por alguns processos de dessulfuração de gases de combustão (DGC) por via húmida
Hidratação Processo de transformação de um óxido (cal ou cal dolomítica) num hidróxido (cal hidratada ou cal dolomítica hidratada).

Este processo pode ser completo ou parcial.

Lamas Qualquer resíduo sólido, semissólido ou líquido produzido numa estação de tratamento de águas residuais, estação de tratamento de fornecimento de água ou instalação de controlo da poluição do ar (depuradores húmidos) municipal, comercial ou industrial, ou quaisquer resíduos com características ou efeitos semelhantes.
Leite de cal Suspensão de partículas de hidróxido de cálcio na água. São essas partículas que lhe dão o aspeto lactescente. Suspensão de cal
Ligar Nos processos do mercado da construção, a cal reage com CO2 ou com a sílica da areia para formar carbonato de cálcio ou silicatos de cálcio hidratado de forma a produzir um ligante durável e resistente. A cal reage com materiais pozolânicos para ligar argamassas e estuques, criando estruturas sólidas.
Minerais industriais Os minerais industriais são "compostos químicos que ocorrem na natureza".
Moagem Processo de redução de tamanho, normalmente abaixo de 100 µm.
Neutralizar Nos processos agrícolas, os produtos da Lhoist reduzem a acidez dos solos para melhorar a disponibilidade de nutrientes para as plantas, para aumentar a atividade biológica e para melhorar a estrutura do solo.

No tratamento dos gases de combustão, este tipo de captura consiste numa neutralização química ácido-base, que produz sais como CaCl2, CaSO4 ou CaF2.

Para a purificação da água ou tratamento de efluentes, os produtos da Lhoist corrigem a acidez da água ou dos efluentes ao ajustar o pH no sentido da neutralidade (pH=7) ou do alvo de pH do processo.

As águas naturais que contém CO2 em excesso (comparativamente ao equilíbrio) são agressivas. Este CO2 em excesso é neutralizado através da adição de produtos à base de carbonato para recuperar o equilíbrio de pH da água.

Nutrir Nos processos agrícolas, o cálcio e o magnésio também são elementos essenciais para ração de animais. 
Pasta Classifica uma mistura de cal (hidróxido de cálcio) em água, utilizada para a produção de estuques, rebocos e argamassas, entre outros, à base de cal.
Perda por combustão (LOI) Processo de perda de massa sob o efeito da temperatura utilizado para determinar o H2O ligante e o CO2 residual.
Pigmento de revestimento Pigmento utilizado para revestir papel, habitualmente fornecido como pasta. Mistura de partículas muito brilhantes e limpas, como caulino ou calcário pulverizados.
Ponto de fusão Temperatura em que um sólido inicia o processo de liquefação.
Pozolânico Utilizado para descrever uma reação de sílica e alumina reativas que contêm materiais (materiais pozolânicos) que consomem hidróxido de cálcio, formando silicatos de cálcio hidratados até se transformarem numa massa dura.
Precipitar Para a purificação da água ou tratamento de efluentes, os metais pesados são menos solúveis em água em intervalos de pH específicos, onde formam precipitados. Outros iões, como sulfatos, fosfatos ou fluoretos, também podem ser eliminados da água através do ajustamento de pH. 
Proteger Como componente refratário, a cal dolomítica é um material refratário muito estável, como pode ser confirmado pelo seu elevado ponto de fusão (2400°C), pelo que oferece uma boa resistência a temperaturas muito elevadas.

Adicionalmente, como têm uma porosidade muito reduzida, os produtos supercalcinados também oferecem melhor resistência a:

• Hidratação (antes da utilização)
• Infiltração das fases líquidas (no processo do cliente)

Nos processos de fabrico de aço, a cal, sobretudo a cal dolomítica, prolonga a duração do revestimento refratário.

Purificar Nos processos de fabrico de aço, a cal e a cal dolomítica removem as principais impurezas do minério de ferro, principalmente sílica e alumina, reagindo com estes elementos para formar escória líquida. Também removem pequenas impurezas, como enxofre (S) e fósforo (P).
Reatividade Medida da velocidade a que a cal ou cal dolomítica reage com a água. Reatividade "Moderada", "Média" e "Baixa" são classificações abrangentes para cales vivas.
Refinação Remoção de impurezas no geral e, no processo de produção de cal, o termo também é utilizado na moagem, hidratação ou produção de leite de cal.
Regenerar Na indústria do papel, a cal é utilizada no processo químico de produção de pasta para recuperar e regenerar o Na(OH), que é um reagente utilizado para extrair fibras de celulose da madeira.
Remineralizar Nos processos de purificação de água ou tratamento de efluentes, as águas potáveis com falta de minerais (por exemplo, Ca++ e HCO 3- dissolvidos) são remineralizadas através da adição de cal. Dependendo do equilíbrio do CO2 da água, o CO2 será adicionado em simultâneo (borbulhação).

A remineralização gera bicarbonatos de cálcio Ca (HCO3)2 dissolvidos que estabilizam a água no respetivo pH de equilíbrio.

Revestimento Na indústria do papel, a cal começa por ser transformada em leite de cal e, em seguida, em CCP (carbonato de cálcio precipitado – CaCO3).

O CCP é utilizado como pigmento de revestimento para acabar a superfície do papel.

Secagem No tratamento de lamas, a cal absorve água para formar cal hidratada. A hidratação gera calor e também contribui para reduzir a água. O tratamento com cal antes da separação sólido-líquido também melhora a eficiência da desidratação, reduzindo a quantidade de lamas.

Nas atividades de engenharia civil, a cal é utilizada para secar solos molhados.

Seixo Consulte cal em pedra.
Solubilidade A solubilidade (S) de um composto é a quantidade máxima desse composto que pode ser dissolvida em um litro de água (em mg/L).
Suspensão Partículas em suspensão na água.
Tadelakt Gesso à base de cal, brilhante e quase impermeável, que pode ser utilizado no interior dos edifícios e no exterior.
Tijolos sílico-calcários Tijolos de silicato de cálcio produzidos através da autoclavagem de uma mistura de areia e cal.
Tipo N Cal hidratada com um comportamento médio/normal relativamente ao teste Emley, que consiste em combinar uma força de retenção de água e de corte.
Tipo S Cal hidratada com um comportamento garantido relativamente ao teste Emley, que consiste em combinar uma força elevada de retenção de água e de corte. Cal hidratada especial é uma designação da ASTM para distinguir uma cal hidratada estrutural da uma cal hidratada normal.
Trituração Processo de redução de tamanho, normalmente até 2/3 mm.
VP O volume de porosidade (cm³/g) fornece a medida direta da acessibilidade da ASE (Área Superficial Específica).
   
  Fontes: Grupo Lhoist, Glossário EULA