Origens do calcário

Acredita-se que o calcário já existe há mais de três mil milhões de anos, desde o período Pré-Câmbrico. Os mares pouco profundos proporcionaram solo fértil para o carbonato de cálcio, que começa a sua vida sob a superfície da água como resultado de um depósito biológico acumulado.

A acumulação biológica de carbonato de cálcio ocorre em águas (de preferência, mares) com 25 a 30 ºC de temperatura, pois contêm corais, algas e conchas. As águas não podem ser muito profundas, caso contrário os organismos não podem beneficiar da luz solar. O ecossistema ideal são os mares tropicais pouco profundos.

Como consequência da deriva continental, os depósitos de carbonato de diferentes eras podem hoje ser encontrados em todas as partes do planeta.

 


 

 

Os furacões, correntes fortes e ondas destroem os corais, algas e conchas, num processo de moagem natural. A areia resultante deposita-se no leito oceânico e move-se horizontalmente ao longo do tempo. O processo de criação de calcário a partir destes depósitos demora milhares a milhões de anos, pois o calcário tem de ser compactado e ainda mais cimentado através da pressão exercida pelos depósitos que existem acima.

Os depósitos estratificados podem ser reconhecidos pelos seus planos de estratificação proeminentes. Os depósitos de recife podem ser detetados pela sua forma em "monte" e pelo tamanho habitualmente maciço da rocha. 

Tal como as montanhas são formadas pelo movimento das placas tectónicas, também os depósitos de carbonato foram transportados do leito oceânico, ou até de ambientes mais profundos, para a superfície da Terra. É um fenómeno que não só os tornou visíveis, como passíveis de serem explorados.  

A formação de carbonatos começou há milhares de milhões de anos e ainda continua a ocorrer nos dias de hoje.

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